Posts com a Tag ‘batata frita’

Trem bão de si comê, sô!

2 fevereiro, 2010

Por Tiago Cordeiro

Domingo paulista, noite épica e fome absurda. A pedida é comida boa e farta, sem jeito de pedreiro. Resumindo: comida mineira? Aceito. E não conheço lugar melhor da comidamineirinhaquesósô que não seja o Consulado Mineiro. Praticamente uma zona de teletransporte em que você vai para uma zona dimensional conhecida como “fazenda-mineira-da-vó-que-ocê-nunca-teve-uai”.

Pastéis para começar

Não sei bem qual a história do restaurante, mas sinceramente? A imaginação é muito mais fascinante. Daí, você viaja com os motivos de todos os garçons serem típicos mineiros (atores contratados? Família exilada em sampa? Ex-habitantes de Varginha que são ETs disfarçados?), mas francamente isso pouco importa quando a gente percebe que o serviço é ótimo. Praticamente impossível não receber um sorriso e não achar simpático o sotaque dos caras. Regionalismo repetido no tempero do simpático Medalhão que pedimos (R$50,50).

Medalhão

Embora a maioria dos pratos seja para duas pessoas, qualquer refeição serve para duas pessoas e um ser da espécie dos glutões (presente). Foi o nosso caso. Aliás, dois homo glutoenis se satisfazem fácil com qualquer coisa do cardápio.

O prato é composto pelo macio filé com salsinhas pertinentes. Sim, pertinentes. A carne mineira passa longe daqueles bifões salgados consagrados pela cultura do sal desmedido. Não sei se as folhinhas tão injustiçadas pelo Veríssimo são o segredo do sabor ou se é a radioatividade do disco voador. Fato é que a carne é gostosa pra cacete. Relaxa e goza.

Pequena porção de arroz

Tal qual Adam Clayton (baixista) e Larry Mullen Jr. (baterista e percussionista) fazem no U2 o arroz e feijão do prato mineiro compõem bem o prato principal. Prefiro o arroz, diferente do que cresci comendo, com raízes cearenses. O arroz do Consulado é um Adam Clayton quase The Edge em seu inimitável solo de With or Without You. Na boa, não dá pra viver sem esse arroz. Curti o feijão, mas é que rola um preconceito racial: se não for preto, nunca acho mais do que bom. Mal aê. Coisa de carioca que não supera o fato de feijão branco ser chamado de carioquinha. É zoação de paulista, só pode.

Fritas

E pra fechar a batata frita mineira. Once upon a time que diziam que a french fries foi cunhada pelos franceses? C’est sa? Non, o Consulado explica que fritas são coisa de botecos mineiros, sequinhas e sem sal (ocê põe a gosto, cumpádre), mas deliciosas. Trem bão.

A pílula vermelha que nos fez sair da Matrix de Minas Gerais foi o cafezinho (R$ 2)  que pedimos no final. Forte demais e sem aquele sabor típico que faz todo o resto especial. É o suficiente pra gente acordar, mas não é o bastante pra reclamar. Na real, o Consulado Mineiro permanece como uma zona de iguarias regionais e, felizmente, os caras ainda não resolveram voltar pro seu planeta ou pra Varginha, sei lá. Aproveite e desfrute disso.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74, Pinheiros, São Paulo/ SP
Telefones: 11 3088-6055 ou  3064.3882

A Chapa

4 novembro, 2009

Por Isabelle Lindote

Para uma carioca há poucos meses morando em Sampa, conhecer o A Chapa é ter o que contar quando for visitar o Rio e também me faz sentir mais integrada com a terra da garoa. Afinal,  a lanchonete é uma das mais antigas da capital e faz sucesso desde os anos 60. Com estacionamento a 8 reais por duas horas, a unidade da Rua Melo Alves é super bem localizada e tem visual antiguinho que me deixou feliz à primeira vista.

O cardápio, apesar de ser extenso e variado, é mal explicado e fez com que a Cláudia e eu tivéssemos que pedir mais informações para o garçom. De entrada, fomos de Country Wedges (R$ 11,30), uma deliciosa batata frita com casca que chegou à mesa quente e sequinha na medida. Achei que ia provar algo no estilo da batata rústica do Big X-Picanha, mas esse petisco superou e muito minhas expectativas! Pelo preço, vale muito a pena experimentar, serviu perfeitamente a duas pessoas e, até o momento, foi a melhor batata que comi em Sampa.

Na hora de pedir o lanche, eu já sabia o que comer graças à dica do blog Hamburguer Perfeito: o Cheese MonsterBurguer Bacon (R$ 20,60), um sanduba feito com pão integral quentinho, queijo prato, bacon e um hamburguer de fraldinha de 200 gramas.

A Cláudia não teve a mesma sorte e precisou perguntar detalhes do lanche que queria comer ao atendente. Ele não foi mal-educado nem foi amigão, estilo Outback, mas demonstrou estar meio de saco cheio de ter que falar sobre as opções da casa. Na hora em que pedimos uma sugestão, ele se limitou a apontar para o display de mesa, com visível má vontade. Ainda bem que ela acabou pedindo super bem e adorou o lanche: Cheese Calabresa Tártaro, uma combinação que agradou em cheio ao seu paladar exigente.

Meu lanche veio no ponto certo para ser devorado. Como fraldinha é minha carne preferida, o hamburguer não podia ser mais gostoso. E, para amenizar a culpa por tanta comida, ainda vem com redução de gordura. O pão estava quentinho, o queijo prato acompanhou muito bem e o bacon foi daqueles que dá vontade de levantar a placa de nota 10 e bater palmas no meio do salão – crocante, torradinho e sem um pingo de gordura sobrando. Ainda seguindo as dicas que li antes de ir ao A Chapa, pedimos uma porção de maionese da casa, que tem um sabor levemente picante de mostarda. Recomendo: nem foi preciso colocar ketchup (sim, cariocas adoram ketchup) para o sanduíche ficar ainda mais maravilhoso!

Para fechar a noite, a sobremesa escolhida foi o Oreo Sundae (R$ 8,00), uma deliciosa combinação de sorvete de creme, calda de chocolate e biscoitos Oreo cortados ao meio que vale cada centavo pago.

Minhas únicas ressalvas ao lugar são o fato da cozinha não ter um bom exaustor, o que me fez sair de lá com cheiro de comida no cabelo, e o calor, que quando a casa foi enchendo, piorou muito. O atendimento não foi dos piores, os lanches chegaram rápido à mesa e a conta também foi paga sem que fosse preciso esperar muito pela máquina de passar o cartão. Acho que seria bacana, em uma próxima vez, testar outra unidade, para ver se o nível dos lanches se mantém e se os problemas encontrados são menores.

A Chapa
Rua Melo Alves, 238

Os erros do Fifties

22 dezembro, 2008

Por Talita Mariano

Nesta semana tive a oportunidade de ir duas vezes na lanchonete The Fifties. Posso dizer que me senti em restaurantes de redes diferentes.

Almocei na unidade localizada do Shopping Eldorado, e plena terça-feira, horário de almoço, próximo das 13h.  Eu e o pessoal do trabalho, Cláudia Midori, Fernando Souza e Renmero, fomos prontamente atendidos. Vieram as bebidas, as porções de batata frita e cebolas, depois os quatro lanches. O atendimento foi ótimo e não tivemos problemas. Saímos satisfeitos!

No dia seguinte, quarta-feira, marquei de jantar com amigos que se formaram comigo na faculdade. Local do encontro: The Fifties Vila Olímpia, onde chegamos quase às 22h. Para a entrada pedimos as bebidas e uma porção de fritas. E aí começaram nossas surpresas. Quando o pote de batata estava terminando encontramos ‘algo’ escuro no fundo, olhando bem, era um champignon.

A cor era de estragado e o aspecto de algo frito. Chamei o garçom para mostrar o ‘ingrediente a mais’ no nosso prato. Ele levou até a cozinha e retornou, perguntando se queríamos outra porção. Pôxa vida, não queríamos outra porção, ainda mais porque o pote tinha um resto de batatas, queríamos que não tivesse aquele negócio estragado no meio da batata que havíamos acabado de devorar!

Bom, tudo bem, deixa para lá. Continuamos o jantar. Pedimos os lanche e lá vem outra… Em comemoração ao Natal existe um lanche natalino chamado Christmas Burger, que inclui rodelas de abacaxi. Uma das minha amigas pediu ele e… cadê o abacaxi?

Chamei novamente o garçom e expliquei que o lanche estava sem o abacaxi. Ele, da mesma maneira, se direcionou à cozinha e retornou dizendo:“o chapeiro disse que colocou sim o abacaxi”.

Conforme foto acima, abrimos o lanche para mostrar para ele que não tinha abacaxi. Sua resposta: “se querem trago abacaxi separado”. É sério isso? Talvez se pedimos um lanche com abacaxi, que veio sem abacaxi, e ainda tivemos que provar a falta dele, é porque queremos o abacaxi!

Fica aqui minha crítica ao The Fifties da Rua Funchal, 345 – Vila Olímpia. Não pelo atendimento do garçom, que em momento algum foi grosseiro ou desatencioso conosco, mas sim à cozinha que em um restaurante vazio nos atendeu desta forma.

The Fifties
Rua Funchal, 345
Telefones: 11 3842-2636 / 3848-9800

X Picanha Burguer & Grill

23 novembro, 2008

Após assistir a uma aula sobre hambúrgueres com István Wessel em outubro, caí na besteira de conhecer (no dia seguinte) uma nova lanchonete na Vila Madalena, em São Paulo, o X Picanha.

Localizada no burburinho da Vila Madalena, visitei o local à noite, com mais dois amigos – o Léo Dias e a Talita Mariano. Perto da rua Fradique Coutinho com a Wisard, é difícil encontrar uma vaga para estacionar próximo do restaurante/lanchonete. O local não possui vallet e o jeito é se virar para achar uma vaga na rua mesmo!

Entre grelhados, carnes na pedra, saladas, risotos e sanduíches, optamos, os três, pelo X Picanha. Para acompanhamento pedimos uma porção de fritas – quentinha, sem muita gordura, acompanhada de um molho bem gostoso (infelizmente não lembro o sabor, mas acho que era de ervas).

Algumas observações sobre o local:

1. O saleiro de nossa mesa estava SEM sal.

2. O lanche é feioso. Reparem na foto que tirei do lanche do Leonardo, um pecado. O pão estava com aparência de velho, um pouco ressecado. Chegou à mesa quase desmontado e torto, como a Torre de Pisa.

3. Faltou um pouco de capricho no preparo dos lanches e atenção no atendimento. Éramos os únicos clientes, às 19h, do dia 23 de outubro, uma quinta-feira. O único garçom do dia prestava mais atenção na televisão, num programa que mostrava lutas no SporTV.

4. O sabor do hambúrguer é um problema – é sem sabor. Faltava tempero, sal, enfim, não agradou ninguém. Chegamos à conclusão de que o Big Mac é bemmm melhor que o X Picanha.

5. Fui a única a trocar o queijo do lanche. Troquei o provolone pelo cheddar e me arrependi muito. O cheddar chegou duro, gelado, parecia ter saído da geladeira para o lanche.

6. O chopp custa R$ 2,99. Bom, barato e bem tirado.

7. O café é o melhor custo x benefício do local, peça um antes de ir embora.

Apesar de ter criticado o lanche feio e o queijo frio, devo dizer que a decoração do local é agradável. Um grande painel que vai da entrada até o meio do estabelecimento retrata o bairro de modo delicado. As mesas dispostas no salão não provocam a sensação de aperto e falta de locomoção entre as mesas.

X Picanha Burguer & Grill
Rua Fradique Coutinho, 1346, Vila Madalena
Telefone: 11 3929-2979