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Les Delices de Maya

6 novembro, 2008

Para comemorar meu aniversário o encontro comidinhas do mês passado foi no Les Delices de Maya. Isso porque tinha que ser num lugar que tivesse bolo. E olha que bolo mais lindo:

Esse da foto tem cerveja na massa e cobertura e recheio de chocolate meio amargo. Uma delícia! E no restaurante você encontra ainda outros vários sabores de bolo: de chocolate com recheio de nutela, de mousse de chocolate, tortinhas de limão e muitos outros docinhos. Todos bolos custam R$55 o kilo.

Mas se você quer fazer um lanchinho antes do bolo o Delices oferece várias opções entre elas o croque mounsier (sanduíche de presunto e queijo no brioche com molho bechamel e gratinado com queijo parmesão - R$8,90) e o croque madame (sanduíche de presunto e queijo no brioche com molho bechamel e gratinado com queijo parmesão e ovo frito - R$9,90).

O restaurante serve almoço (tem ótimas opções) e tem também pratos congelados que você pode comprar pra comer em casa, entre eles massas, quiches e molhos.

A única coisa ruim do local é que fecha às 19h30 e não abre aos fins de semana.

Les Delices de Maya
Endereço: Rua Mourato Coelho, 1044 - Pinheiros - São Paulo
Telefone: (11) 3813-3498
Horário de funcionamento: de segunda à sexta das 10h às 19h30.

 
 

Se a gente não vai no El Bulli…

3 novembro, 2008

… o Ferran Adrià vem até a gente! rs

Amanhã eu e a Cláudia vamos cobrir o Roda Viva, que a Cultura vai fazer como o maior chef de cozinha da atualidade, aproveitando que ele está em São Paulo para o evento “Jantar do Século” (o tal de R$ 5.000 por pessoa).

Mas, porque o Adrià é tudo isso?

Ele começou a cozinhar em 1980 como ajudante de cozinha em um hotel na Catalúnia. Alguns anos depois, foi trabalhar na equipe do El Bulli, em Roses, na Costa Brava. Mas, o que faz ele se destacar entre tantos chefs são suas experimentações na “cozinha molecular” ou “desconstrutivismo”, como ele chama.

Imagine só ir em um restaurante onde o chef se propõe inesperados contrastes de sabor, textura e temperatura… Só para se ter uma idéia, em uma de suas experiências, ele conseguiu transformar amêndoas em queijo!

Claro, como todo grande gênio, Adrià também tem algumas excentricidades… o El Bulli só fica aberto seis meses por ano, de abril a outubro. Os outros meses ele fica testando as receitas perfeitas em Barcelona.

Acompanhem a cobertura via twitter!

Restaurante Coral

26 outubro, 2008

Sexta-feira eu fiquei muito feliz porque almocei em um restaurante por quilo que era meu preferido desde a época em que eu trabalhei no centro de São Paulo, perto da praça da República.

O restaurante Coral é um dos melhores quilos que eu experimentei nessa região, por ter uma variedade que fica muito longe do trivial “arroz com feijão” dos restaurantes comuns. Na última sexta, por exemplo, o rechaud tinha opções como caldeirada de frutos do mar, bacalhau e outros pratos com peixes, como é tradicional no último dia útil da semana.

O buffet de salada tinha taboule e salada caprese, com tomate seco e queijo branco que estavam maravilhosos. Os grelhados também não deixam nada a desejar: picanha e alcatra, entre outros, além do queijinho coalho, óbvio…

O salão é todo charmoso, com várias pinturas com temas marítimos nas paredes. Mas o charme total fica por conta do chef de cozinha, que recebe os clientes paramentado, na porta do restaurante.

A única coisa que eu senti falta, depois de tantos anos sem comer por lá, foi das sobremesas lindas. Também fiquei na vontade de comer minha salada preferida, com tomate cereja, presunto, queijo e palmito…

O serviço continua ótimo, além do chef, os outros funcionários também são super simpáticos. Outro detalhe importante é que o Coral é um daqueles restaurantes que gostam de agradar seus clientes e oferecem café, chá e vários tipos de balinhas no caixa.

O preço pode ser um pouquinho acima da média dos outros quilos da região (R$ 25 o quilo), mas vale muito a pena!

Restaurante Coral
r. Major Sertório, 82
República
Almoço de segunda a sexta-feira, das 12h às 15h30
R$ 25 o quilo

Lactuca, letuche

22 setembro, 2008

Hoje foi meu primeiro dia oficial em Barcelona. Ainda não comecei a procurar os restaurantes do guia que a Jaci me deu, mas fui em um restaurante bem legal, chamado Lactuca.

O esquema é bem interessante. Você pode comer tudo o que aguentar e pagar 8,95 euros! Tem de tudo: várias saladas (é o que mais tem), massas, pizzas e sobremesas.

Tem vários desses espalhados pela cidade. O que eu fui fica ao lado da Sagrada Familia, na calle Provença 427.

O público é mais de turistas por lá, mas isso é óbvio já que a Sagrada Familia é o ponto turístico mais importante da ciudad.

Prometo que vou cumprir a rota gastronómica do livro, apesar de que minha companhia por aqui prefere uma rota etílica… rs

E a China inventou o macarrão

18 setembro, 2008

Para provar (e degustar) que os chineses são mesmo os mestres do macarrão, no último sábado marcamos mais um encontro gastronômico. Desta vez, fomos no restaurante Rong He, na Liberdade.


O diferencial desse restaurante é que existe um vidro separando a cozinha e a sala de refeições, por isso dá para ver o cozinheiro colocando a mão na massa do macarrão. A comida é muito boa, mas a vitrine acaba se tornando a verdadeira atração do lugar: as crianças, os curiosos e todo mundo que está no lugar pára para olhar um pouquinho as manobras do mestre-cuca juntando os ingredientes e amassando tudo.

Assista o vídeo do chef Yang preparando a massa

Vale a pena ir lá experimentar um dos pratos com macarrão, e eles têm vários, além de espiar o preparo da comida!

Rong He
Rua da Glória, 622-A
Liberdade
Telefone: (11) 3275-1986 / 3208-0529

Ratatouille Bistrô e Pâtisserie

9 setembro, 2008

Já fui ao local umas quatro vezes. O Ratatouille é conhecido pelo pessoal que conheço como “o restaurante francês”. Pequeno, agradável e simples, o restaurante tem um atendimento que serve de exemplo a muitos restaurantes.

Quarta-feira passada fui almoçar com a Carol para colocar as fofocas em dia. O local é ótimo para um bate-papo relax, mas procure o andar de cima. O silêncio do local deixa o almoço ainda mais agradável. Não há coisa pior que comer com um monte de gente gritando e esbarrando na mesa ou na cadeira.

Para começar a forrar nossos estômagos pedimos uma saladinha de grão-de-bico com lascas de salmão - uma delíciaaaaaa!!! 

Como era quarta, dia de feijoada, a casa produz uma feijoada branca (ou cassoulet) muito boa - R$ 14. Eu diria que só não é melhor que a da mamãe… rs. A Carol pediu um risoto de tomates e parmesão muito bom! Aproveitei para provar um pouquinho e não resisti a uma segunda garfada.

Satisfeitas, ainda aproveitei para comer um dos belos docinhos fabricados no local. Tenho apenas uma ressalva: a Carol não comeu nenhum doce porque todos eram de chocolate meio-amargo.

Ratatouille Bistrô e Pâtisserie
Rua Cunha Gago, 864, Pinheiros
Telefone: 11 3814-1106

Lugar simples, esfiha simples e muito saborosa!

8 setembro, 2008

Por Leonardo Dias

Desde criança freqüento um restaurante na Avenida Ricardo Jafet que é a cara do paulistano, a Esfiha Imigrantes. Um lugar simples, atendimento rápido e a comida muito gostosa. Se alguém quiser jantar aos sábados e domingos, preparam-se para uma espera de 15 minutos em média, mas quando comerem o primeiro kibe, verão que valeu a pena.

O lugar me inspira confiança já pelo fato de sempre serem os mesmo empregados. Casa tradicional na região da Saúde, com 32 anos de existência e com o Sr. Luís como gerente, que me atendeu muito educadamente no meio do movimento que estava o restaurante ontem, por volta das 21 horas.

Ele me passou dados que eu nem fazia idéia e que impressionam: a casa serve aos finais de semana 8000 esfihas de carne e 2500 kibes. E isso num final de semana apenas. O carro chefe, a de carne, é feita com carne, cebola e tomates, tanto verdes quanto vermelhos. O sabor é muito diferente do que se acostumou a comer e o preço não é nada salgado (R$ 1,70), considerando o tamanho dela, que mais parece uma pizza brotinho de tão bem servida.

Além da esfiha de carne, eles servem mais de 15 opções de recheios, dos mais variados possíveis, um arroz com lentilha que segue a receita original e é temperado na medida certa. Há ainda o charuto e outros pratos árabes. Se tiver com vontade de comer comida árabe, num lugar com uma boa relação custo x benefício e atendimento rápido, a Esfiha Imigrantes é ideal.

Fotos

Esfiha Imigrantes
Avenida Ricardo Jafet, 3332
Telefone: 11 5071-2988

Uma verdadeira caixa de Pandora

8 setembro, 2008

A caixa de Pandora é uma expressão utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. A expressão do mito grego é perfeita para o restaurante de mesmo nome - Pandora.

Toda vez que passava pela rua deputado lacerda franco ficava com vontade de conhecer o restaurante… e hoje matei minha curiosidade com duas cobaias (duas amigas) - a Carol Marino e a Bia Rey. Conclusão: o restaurante é realmente uma caixa de pandora.

Bonito, bem arrumadinho e limpinho, o restaurante é um desastre por uma coisa - a demora. Como estávamos em três, e todas cheias de novidades para contar, o tempo de espera não pareceu uma eternidade até a gente se dar conta de que fazia mais de 30 minutos que o pedido havia sido feito e meu suco de laranja ainda não havia chegado à mesa.

O local tinha tudo para ser perfeito, mas não é. A salada deixa a desejar por ser feia e ter folhas murchas. Os pãezinhos que acompanhavam a salada estavam num estágio que era difícil dizer se era de torrada ou de pão amanhecido que começava a endurecer. Os pratos, bem, eu fiquei bem “de bem” com o restaurante após comer um medalhão macio (R$ 17) e bem temperado. As meninas já não tiveram a mesma sorte que eu…

A Bia pediu o prato Pequiá (planta de frutos cor de laranja em tupi): filé de frango com molho champignon, arroz com brócolis e purê de abóbora - R$ 14. A Carol pediu o Tapejara (morador do lugar): filé de frango à milanesa com arroz, brócolis e creme de milho - R$13. O prato da Carol foi o mais bizarro por conter um pequeno pedaço de brócolis e o frango com óleo, muito óleo, além de um pouco queimado.

O restaurante não se salva nem pelo atendimento… que é péssimo! Enfim, não indicamos o local para almoços.

O que gostamos do restaurante? O cardápio. Apesar do nome Pandora ter origem na mitologia grega, os pratos levam nomes em tupi, uma homenagem ao Brasil (isso é o que dizia no menu). Ah, a sobremesa (grátis) do dia era uma mousse de limão com farofa que eu posso dizer que é bemmmm razoável.

Pandora
Rua Deputado Lacerda Franco, 186
Telefone: 11 3813-4504

Chef blogueiro

1 setembro, 2008

É difícil falar aqui do Julinho ou chef Júlio Bernardo porque eu adoro ele. Brincalhão, é daquelas pessoas que adora conversar e contar histórias - a melhor foi sobre sua ida ao Mc Donald´s quando era pequeno (morri de rir com ele contando o susto que levou ao ver o tamanho real dos lanches). Além das história que ouvi pessoalmente, sou leitora de seu blog. Enfim, se eu fizesse um post sobre o restaurante Sinhá, seria para elogiar, elogiar…. e elogiar mais uma vez. Os elogios são realmente necessários. Adoro o Sinhá! Mas não sou a única pessoa, sinal disso são as filas que fecham a calçada da rua dos pinheiros com a rua antônio bicudo.

Aproveitei para fazer algumas perguntinhas pro Julinho:

1. Como surgiu a idéia de ser chef de cozinha?
Há alguns anos, tive um bistrô, que acabou virando um restaurante de almoço. Foi o que “pegou”. E o desafio de fazer uma comida com pegada mais caseira, que fuja dos grelhados que assolam os restaurantes de almoço, me fisgou, e, como já cozinhava um pouco, aprendi a chefiar uma equipe de cozinha. Foi tão divertido que não parei mais. Depois passei para a cozinha tex-mex,e, hoje, voltei à comida caseira, que é o meu grande barato!

2. Como em outras profissões, ser chef de cozinha envolve muitas tarefas. Quais são as mais difíceis?
Várias tarefas difíceis! A primeira é fazer da cozinha a extensão da casa de cada cozinheiro, pois muitos passam mais tempo no restaurante que em suas próprias casas. Com bom clima e salário em dia, a equipe fica sempre estimulada. Outro desafio é cobrar um preço honesto, sem abrir mão de bons ingredientes.E, por fim, manter padrão da comida. A pior coisa que pode acontecer é falta de referência. O cliente ( que é o maior patrimônio do restaurante) ir com uma expectativa e achar algo diferente! Acho que esses são 3 grandes desafios, mas poderia escrever um livro sobre isso!

3. Que prato do Sinhá você indicaria para uma pessoa que não conhece seu trabalho? Por quê?
Minha maior referência é a comida caseira,e, por isso, considero como meu cartão de visitas o meu arroz, feijão, bife e batata frita (batata mesmo, não aquela coisa congelada horrível!).

Restaurante Sinhá
Rua Antônio Bicudo, 25 (esquina com a rua dos Pinheiros)
Telefone: 3083-6849
www.restaurantesinha.com.br

Cymbopogon citratus

31 agosto, 2008

Capim-Santo (Cymbopogon citratus)
Indicações: bactericida, antiespasmódico, calmante, analgésico suave, carminativo, estomáquico, diurético, sudorífico, hipotensor, anti-reumático. Mais utilizado em diarréias, dores estomacais e problemas renais.
Parte usada: folhas.
Preparo e dosagem
Infusão: 4 xícaras de cafezinho de folhas picadas em 1 litro d’água, tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia.
Toxicologia: pode ser abortivo em doses concentradas.

Além de ser uma planta medicinal, Capim Santo é o nome de um restaurante com unidades em São Paulo e em Trancoso (BA). E foi na filial paulista onde eu comemorei meu aniversário.

Juro que quando ouvi a Claudia falando pela primeira vez desse restaurante não fiquei morrendo de vontade de ir lá. Sempre pensei que capim-santo era remédio e não podia de jeito nenhum ser um suco delicioso ou ser misturado ao brigadeiro.

Pois é, sexta-feira eu experimentei as receitas do lugar que levam a planta e mudei completamente de idéia.

Eu, a Claudia e a Jaci aproveitamos o São Paulo Restaurant Week e experimentamos o cardápio para o festival. As opções foram sopa de alho poró, como entrada; linguini ao molho de limão ou muqueca de peixe com purê de aipim, de prato principal; e o tradicional trio de brigadeiros na colher, como sobremesa.

Com certeza esse é um lugar que merece outras visitas, não só por causa da sua comida, que inova ao refinar coisas simples como o uso dessa plantinha medicinal, mas também por causa de seu ambiente agradável.