Arquivo da Categoria ‘história’

O mistério do sanduíche-submarino

18 dezembro, 2008

Aproveitando a pergunta do Rodrigo, sobre esse post aqui, fiz uma pesquisa sobre a origem do nome Subway e o porquê desse tipo de sanduíche chamar submarino.

Segundo a Subway, a lanchonete tem esse nome por dois motivos. Primeiro, porque quando a rede começou a expandir, foi uma estratégia abrir várias lojas próximas a estações de metrô (subway). Além disso, a lanchonete foi batizada com a junção de duas expressões em inglês, submarine (submarino) e way (maneira, jeito).

E por que o sanduíche chama-se submarino? Segundo minha fonte favorita de informação sem credibilidade (a Wikipedia) os submarinos surgiram em diferentes comunidades ítalo-americanas no fim do século XIX, principalmente nas localizadas em New York, New Jersey, Pensilvânia e Massachussetts. O lanche acabou recebendo esse nome porque o pão (italiano ou baquete) tem um formato que lembra um submarino. Esse tipo de lanche também é chamado de Hero e Hoagie.

O verbete completo sobre o assunto é esse.

História da batata

2 outubro, 2008

A batata (solanum tuberosum) é conhecida por vários povos em todo o mundo. Hoje, é o quarto alimento mais consumido pelo homem, atrás apenas do trigo, milho e arroz. Originária da Cordilheira dos Andes e das ilhas do arquipélago chileno, na América do Sul, a batata é cultivada há mais de 2.500 anos. De lá, espalhou suas sementes pelos quatro cantos do planeta, levada no século XVI para a Espanha e, posteriormente, em outros países.

É interessante lembrar que os botânicos da época chegaram a considerá-la um afrodisíaco. Somente anos depois foi aceita como alimento, sendo mais cultivada principalmente na Irlanda e na Alemanha. Hoje, ela está presente no cardápio básico de quase todos os países, notadamente nos de clima temperado.

Depois da história da batata - retirada do site da Baked Potato - onde jantei com meu namorado num final de semana desses, uma dica: a batata recheada de bacon com chilli, muito boa!

Feliz Rosh Hashana

30 setembro, 2008

Ontem foi o Rosh Hashana, Ano Novo Judeu. Já falei um pouco sobre ele lá no Comidinhas!, e descobri esse site bem legal que explica como ele funciona, como é comemorado, enfim tira suas dúvidas. 

E no Gastronomia e Negócios tem um vídeo mostrando como é feita uma massa dentro dos preceitos judaicos kosher (modo de preparo dos alimentos dentro dos preceitos da religião judia).

Bolinho de arroz - receita portuguesa

21 setembro, 2008

Por Magali Marino

Antes de passar a receita do bolinho de arroz da vovó Carolina, preciso contar a história dessa linda portuguesa de pouco mais de 1,53m  e adoráveis olhos azuis.

Carolina trazia sempre pequenos brincos em forma de leques que só saíram de suas orelhas quando ela partiu para sua “viagem”, passando então para minhas mãos com o desejo de que fossem de minha filha, que não por outra razão tem o nome de Caroline.

Nascida em Portugal, na aldeia de  Frechas - minicípio de Mirandela, no ano de1890, Carolina Henriqueta Pinto teve uma educação diferenciada para a época, porque seria mandada para o convento. A família estava bem, tinha terras, mas enfrentou problemas financeiros e o rumo da vida mudou: ficou para trás o convento e com pouco mais de 22 anos, corajosamente, vovó aventurou-se em uma viagem para o Brasil.

No navio, sabe-se lá porque, “apalavrou-se” - como ela dizia com outro portugues - José Ferreira Pinto (meu avô) para se casarem no Brasil. Chegando aqui, sua educação e trato social, permitiram-lhe empregar-se como governanta na casa dos Cunha Bueno, rica família paulistana. Na casa teve oportunidade de conviver com pessoas do nível da família e foram muitas as propostas de casamento de ingleses que frequentavam a casa, todas recusadas pelo empenho da palavra dada no navio. Assim, como ela mesma contava, casou-se mais tarde com meu avô José, “um homem bom, honesto e trabalhador, mas sem estudo.”

Vovó Carolina foi viver uma vida de muito sacrifício e muitas dificuldades.
Vovô José  teve  um bar resturante,  na rua Anhangabaú, onde os quitutes de minha vó - entre eles o bolinho de arroz à moda portuguesa - eram famosos e a clientela, muito boa, vinha de longe para prová-los. Mas vovô não tinha tino para negócios e nem mesmo a excelente comida levou o negócio adiante. Por essas e outras razões vovó dizia-se “bem nascida e mal vivida”.

Em 1936 mudaram-se todos para o Bairro da Móoca. Eram então vovô, vovó e mais 5 filhos, o último meu pai, também José Ferreira Pinto Filho. Na casa da pequena rua Iolanda, alugada, viveram todos por mais de 35 anos. Vovó partiu em 1971 com 81 anos.

Em seus momentos de esclerose, chorou querendo desmanchar o casamento e muitas vezes disse que a “carrocinha” da mudança estava na porta para que se mudasse.

Com ela descobri as delícias da cozinha: puxava a cadeira, subia para alcançar o fogão e com a colher de pau sempre querendo mecher nas panelas comecei a aprender o significado das palavras ”refogar”, “apurar”, a diferança dos aromas, provar  e “sentir” o que faltava.

Toda a minha infância foi permeada pelas histórias e receitas de minha avó querida, de quem sempre lembro com saudade e muito amor.
 
Bolinho de arroz
 
Pegue as sobras de arroz, acrescente leite (de 1/2 a 3/4 de copo), dependendo da quantidade de arroz e 3 a 4 colheres de queijo ralado. Aqueça. Ainda quente passe o arroz no espremedor de batatas. Em um prato bata 1 ou 2 ovos (dependendo da quantidade de arroz), com um pouco de sal, pimenta do reino,  a cabecinha de 1 ou 2 cravos (também depende da quantidade de arroz), salsinha bem picada e 1 colher de sobremesa cheia de maizena. Jogue esses ovos sobre o arroz, misture e prove para ver se precisa de mais tempero. Frite os bolinhos às colheradas com pedacinhos de queijo prato, mussarela ou queijo tipo minas no meio. Bom apetite!

E a China inventou o macarrão

18 setembro, 2008

Para provar (e degustar) que os chineses são mesmo os mestres do macarrão, no último sábado marcamos mais um encontro gastronômico. Desta vez, fomos no restaurante Rong He, na Liberdade.


O diferencial desse restaurante é que existe um vidro separando a cozinha e a sala de refeições, por isso dá para ver o cozinheiro colocando a mão na massa do macarrão. A comida é muito boa, mas a vitrine acaba se tornando a verdadeira atração do lugar: as crianças, os curiosos e todo mundo que está no lugar pára para olhar um pouquinho as manobras do mestre-cuca juntando os ingredientes e amassando tudo.

Assista o vídeo do chef Yang preparando a massa

Vale a pena ir lá experimentar um dos pratos com macarrão, e eles têm vários, além de espiar o preparo da comida!

Rong He
Rua da Glória, 622-A
Liberdade
Telefone: (11) 3275-1986 / 3208-0529

Nhoque da fortuna

29 agosto, 2008

Por Léo Dias

Hoje é dia 29, e como em todo dia 29, é dia do nhoque da fortuna. Não tenho a menor idéia de quando começou essa história, mas pesquisando na internet descobri que essa lenda vem através de São Pantaleão ou São Gennaro. Diz a lenda que ele era um frade que perambulava por um vilarejo italiano e bateu à porta de uma família pedindo comida. Como a família era grande e a comida pouca, eles não se incomodaram em servir sete pedaços para cada um.

São Pantaleão ou São Gennaro, satisfeito, agradeceu a família por terem cedido o seu alimento e partiu. A surpresa veio quando a família retirou os pratos e descobriu que, embaixo de cada um, havia uma quantia considerável de dinheiro. Criou-se então a lenda! Mas para se ter fortuna, diz a história, que devemos comer o nhoque com uma nota sob o prato e, para os sete primeiros pedaços de nhoque, deve-se comê-los em pé e fazendo um pedido para cada pedaço.

Quanto ao dinheiro, algumas pessoas dizem que esse dinheiro deve ser dado para quem precisa ou ainda usado para pagar alguma dívida. Outras pessoas dizem que se guardá-lo, ele trará fortuna!

O fato é que hoje estaremos todos reunidos, eu particularmente no Bello Piatto,  comendo o nhoque da fortuna e reunindo os amigos e familiares. Essa sim é uma fortuna inestimável. E bom apetite!

Bello Piatto
Rua Fernandes Moreira, 407, Chácara Santo Antônio
Telefone: 11 5181-9265

O mundo e a China

5 agosto, 2008

Um novo mundo se abre aos ocidentais com o evento das Olimpíadas 2008 em Pequim. Teremos uma avalanche de informações, não só sobre esporte, mas sobre diversos assuntos sobre a maior nação do mundo e é claro sobre sua gastronomia.

A gastronomia chinesa remota os primórdios, a idade da pedra, com o cultivo do arroz e a produção do macarrão que são a base de sua culinária. Marco Polo, no século XV foi a China e acabou “inventando/trazendo” o maior símbolo da gastronomia Italiana, a massa, o macarrão.

A China é um mundo, ou pelo menos ¼ de todo o planeta com uma série de diferenças de cozinha, em seu extenso território, não só por sua geografia, mas também aspectos culturais, religiosos e humanos. Existem oito famosas cozinhas na China dentre tantas: Sichvan, Shandong, Fujian, Hunan, Zheriang, Jiangsu, Anhui e Cantonesa (Cantonese Cuisine). Esta última acaba por ser a mais conhecida devido sua associação aos frutos do mar e à grande massa de chineses cantoneses que imigraram para a América do Norte, criando duas grandes Chinatowns: a de São Francisco e a de Nova Iorque, que além de grandes cidades americanas estão entre as seis principais cidades gastronômicas do mundo. Los Angeles, Londres, Tokyo e Paris também se rendem a cozinha chinesa, seja por motivos étnicos, culturais ou comerciais.

Outra caracteristica da cultura chinesa, que já teve Hong Kong com colônia britânica, é o chá inglês, que não existiria sem as especiarias asiáticas, a plantação de chá na Índia e a porcelana chinesa, que em Inglês leva simplismente o nome do país, “china”. O chá das 5 na Inglaterra não seria o mesmo sem a arte das porcelanas chinesas e desde utensílios para cozinha até produtos alimentícios industrializados, quase tudo do Japão passando pela França até o Brasil, são importados da China. A invasão chinesa começou há muito tempo, Napoleão já havia alertado sobre isso, agora é aproveitar e aprender com o melhor desse país tão populoso e diverso.

PS: Achei que faltou na matéria citar Macau, antiga colônia portuguesa. Os pastéis de lá não lembram em nada os pastéis vendidos no Brasil. Eles ficam expostos em bancas e lojas nas ruas (foto abaixo), e lembram mais as carnes defumadas que vemos penduradas no Nordeste.

Publicado no site Gastronomia e Negócios

La típica empanada chilena*

2 agosto, 2008

Las empanadas tienen origen en la empanada gallega, que los españoles introdujeron en el continente americano en tiempos de la conquista. Es por eso que cada región o provincia de la Hispano América tiene su propria forma de preparación de la receta.

Abajo la receta de la típica empanada chilena.

Dificuldad: media
Tiempo de preparación: 2 horas
Rendimiento: 12 empanadas
Ingredientes:
- 1k harina
- 1/2 k de carne vacuna
- 200g manteca
- 2 cebolas grandes picadas
- 20 pasas
- 12 aceitunas negras
- 3 huevos duros partidos en cuatro
- aceite para freír y untas el molde
- sal y aliño a gusto
El pino:
Se pica la carne a mano, se le añade sal y aliño a gusto y se fríe en una sartén con bastante aceite. En una olla grande se cuece bien la cebolla durante aproximadamente 4 minutos. Cuando ya está cocida, se le añade la carne. Se deja a fuego lento y se el añaden las pasas. Se deja enfriar.
La masa:
Se derrite la manteca en una sartén. En una olla se pone 1 vaso de agua y sal y se hace una salmuera caliente hasta que hierva: se vierte en la harina la manteca y la salmuera. Se revuelve bien. Una vez que está bien incorporado, se amasa y se estira. Se deja reposar un par de minutos. Luego se corta la mitad. De esa mitad se cortan 6 montocitos y se uslerean hasta que queden del tamaño de un plato de postre aproximadamente. Se rellenan con 2 huevos, se cierran y se monta el borde de modo que quede una trenza sobresaliente. Se unta la lata del horno con unas gotitas de aceite o mantequilla y se precalienta unos 5 minutos. Antes de poner las empanadas en el horno se las pincela con huevo batido. Se cocinan durante 1/2h aproximadamente o hasta que doren.

* receitinha para dar água na boca e praticar o idioma, retirada do meu livro de espanhol.

“A” receita

30 julho, 2008

Junte a fome com a vontade de comer e três jornalistas gourmands com vontade de escrever. O que você tem (além dos clichês)?

A resposta dessa receita é esse blog, que a partir de hoje está hospedado no Gastronomia & Negócios.

A história dele, na verdade, começou há muito tempo, na época da faculdade…

Eu e a Jaci estudamos juntas no curso de jornalismo da Metodista e praticamente não nos desgrudamos desde a primeira semana de aula. Acabamos fazendo até o TCC juntas, um livro sobre histórias de amor. A Cláudia nós conhecemos no segundo semestre, quando começamos a frequentar o laboratório de fotografia e ela era a estagiária que, com a maior paciência do mundo, ajudava a gente a enrolar os filmes na latinha (nem lembro o nome disso), a revelar e ampliar as fotos.

Depois de algum tempo, mais precisamente no último semestre, eu passei na seleção do convênio entre o Diário do Grande ABC e a Metodista, para estagiar no jornal, e a Cláudia passou também. Comecei como colaboradora da coluna social e depois caí no caderno Cultura & Lazer, em que escrevi principalmente sobre cinema e gastronomia.

Praticamente todas as vezes em que eu saía para fazer uma degustação e escrever a crítica, eu ia acompanhada da Cláudia. Almoçamos em todos os novos restaurantes do ABC. Comemos no mexicano, no nordestino, no italiano, no buffet, no natural, enfim, ou a gente descobria que adorava comer e escrever sobre comida ou íamos ficar chorando o resto da vida pelos quilinhos que ganhamos…

Terminados a faculdade e o estágio, cada uma foi para o seu canto, mas nunca perdemos o contato. Foi há uns dois anos, para comemorar meu aniversário, que resolvemos ir almoçar no Outback do Shopping Jardim Anália Franco e aproveitar para colocar a conversa em dia. A comemoração terminou como muitos de nossos almoços que vieram, com uma longa caminhada no shopping, algumas comprinhas e uma bela taça de sorvete!

Desde então é raro o mês que a gente não sai para comer alguma coisa juntas. E por isso, como era de se esperar, resolvemos começar a escrever sobre tudo o que comemos.

Nosso primeiro blog, o Comidinhas! - as aventuras gastronômicas de três jornalistas, entrou na blogosfera em abril de 2007. Até hoje não acreditamos na repercussão que ele teve! Fomos convidadas para escrever para um site, saímos na Veja SP Online, ficamos entre os primeiros lugares na busca do Google, fomos eleitas o melhor blog de gastronomia pelo Deghust e finalmente o Diogo, namorado da Jaci, e webdesigner do Gastronomia & Negócios, conversou com o chefe dele e intermediou a hospedagem do nosso querido blog no site.

Esperamos que você goste do que a gente escreve (e come!) e se torne nosso leitor.

Bem-vindo às nossas aventuras gastronômicas!!!