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CARNAVAL: evite a desidratação com sucos terapêuticos

10 fevereiro, 2010

Por Isabelle Lindote

Sucos

Quando chega fevereiro, muitas pessoas aproveitam para extravasar o estresse do dia a dia durante o Carnaval, época em que não falta diversão para todos os bolsos. O problema é quando tanta animação prejudica a saúde. Afinal, a alimentação foge da rotina e a bebida alcoólica fica liberada nos dias de folia, o que pode gerar intoxicações e desidratação.

Suco
Para evitar que a falta de nutrientes e água acabe mais cedo com a animação, investir em sucos e vitaminas é uma boa pedida, já que eles são saborosos, saudáveis e ajudam na reposição hídrica do organismo. A Desfrutti, rede de restaurantes especializada em atender as expectativas dos clientes preocupados com a qualidade de vida, oferece opções saborosas, como o suco especial de água de côco com uva verde ou uva roxa. Para manter a energia, o suco terapêutico Anti-fadiga mistura laranja, mel e maracujá. Entre os campeões de vendas estão o suco Pele (framboesa, morango, mel e água de côco) e o Energético (goiaba, hortelã, água de côco e mel).

Desfrutti
Rua Peixoto Gomide, 988 – Jardins
Telefone: 11 3285-3979

Veja aqui outras unidades

Trem bão de si comê, sô!

2 fevereiro, 2010

Por Tiago Cordeiro

Domingo paulista, noite épica e fome absurda. A pedida é comida boa e farta, sem jeito de pedreiro. Resumindo: comida mineira? Aceito. E não conheço lugar melhor da comidamineirinhaquesósô que não seja o Consulado Mineiro. Praticamente uma zona de teletransporte em que você vai para uma zona dimensional conhecida como “fazenda-mineira-da-vó-que-ocê-nunca-teve-uai”.

Pastéis para começar

Não sei bem qual a história do restaurante, mas sinceramente? A imaginação é muito mais fascinante. Daí, você viaja com os motivos de todos os garçons serem típicos mineiros (atores contratados? Família exilada em sampa? Ex-habitantes de Varginha que são ETs disfarçados?), mas francamente isso pouco importa quando a gente percebe que o serviço é ótimo. Praticamente impossível não receber um sorriso e não achar simpático o sotaque dos caras. Regionalismo repetido no tempero do simpático Medalhão que pedimos (R$50,50).

Medalhão

Embora a maioria dos pratos seja para duas pessoas, qualquer refeição serve para duas pessoas e um ser da espécie dos glutões (presente). Foi o nosso caso. Aliás, dois homo glutoenis se satisfazem fácil com qualquer coisa do cardápio.

O prato é composto pelo macio filé com salsinhas pertinentes. Sim, pertinentes. A carne mineira passa longe daqueles bifões salgados consagrados pela cultura do sal desmedido. Não sei se as folhinhas tão injustiçadas pelo Veríssimo são o segredo do sabor ou se é a radioatividade do disco voador. Fato é que a carne é gostosa pra cacete. Relaxa e goza.

Pequena porção de arroz

Tal qual Adam Clayton (baixista) e Larry Mullen Jr. (baterista e percussionista) fazem no U2 o arroz e feijão do prato mineiro compõem bem o prato principal. Prefiro o arroz, diferente do que cresci comendo, com raízes cearenses. O arroz do Consulado é um Adam Clayton quase The Edge em seu inimitável solo de With or Without You. Na boa, não dá pra viver sem esse arroz. Curti o feijão, mas é que rola um preconceito racial: se não for preto, nunca acho mais do que bom. Mal aê. Coisa de carioca que não supera o fato de feijão branco ser chamado de carioquinha. É zoação de paulista, só pode.

Fritas

E pra fechar a batata frita mineira. Once upon a time que diziam que a french fries foi cunhada pelos franceses? C’est sa? Non, o Consulado explica que fritas são coisa de botecos mineiros, sequinhas e sem sal (ocê põe a gosto, cumpádre), mas deliciosas. Trem bão.

A pílula vermelha que nos fez sair da Matrix de Minas Gerais foi o cafezinho (R$ 2)  que pedimos no final. Forte demais e sem aquele sabor típico que faz todo o resto especial. É o suficiente pra gente acordar, mas não é o bastante pra reclamar. Na real, o Consulado Mineiro permanece como uma zona de iguarias regionais e, felizmente, os caras ainda não resolveram voltar pro seu planeta ou pra Varginha, sei lá. Aproveite e desfrute disso.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74, Pinheiros, São Paulo/ SP
Telefones: 11 3088-6055 ou  3064.3882

Papilote de Truta Salmonada Marinada em limão siciliano

18 dezembro, 2009

Receita enviada por Daniel Azevedo Marques, um rapaz romântico que adora cozinhar

INGREDIENTES

Um ou dois filés de truta salmonada com aproximadamente 500g
4 limões sicilianos ou suco de limão siciliano suficiente para cobrir metade dos filés de peixe
5 dentes de alho
250g de Cogumelo Shimeji branco
1 uni. abobrinha brasileira pequena cortada em tirinhas
1 uni. pimentão verde pequeno em fatias finas e compridas
½ uni. de pimentão vermelho pequeno em fatias finas e compridas
½ uni. de pimentão amarelo pequeno em fatias finas e compridas
1 uni. de cenoura pequena cortada em tirinhas
5 uni. mini batatas em rodelas ou tirinhas
150g de tomates cereja cortados ao meio e sem sementes
40g de alcaparras ou 150g de fundos de alcachofra em conserva fatiados e escorridos
Quanto baste de manjericão roxo ou anão fresco
Quanto baste de tominho fresco
Quanto baste de pimenta calabresa ou chili ou dedo-de-moça
Quanto baste de azeite extra virgem ou óleo de gergelim torrado
Quanto baste de sal
Quanto baste de papel manteiga

PREPARO

1. Corte o(s) filé(s) de truta salmonada em tiras com aproximadamente 2cm de largura
2. Coloque em uma travessa com tampa
3. Cubra, pelo menos até a metade, com suco de limão siciliano temperado com sal e a pimenta à gosto
4. Marine no suco de limão siciliano em geladeira de um dia para o outro, ou ao menos por 4 horas virando de vez em quando
5. Prepare os legumes cortando-os em tiras e ‘desfiando’ o shimeji. Reserve
6. Pré aqueça o forno à 180°C por 30 minutos
7. Corte um quadrado de papel manteiga de 50 cm X 50 cm para cada tira de truta salmonada
8. Unte levemente com azeite
9. Acrescente na ordem em partes iguais:
Uma tira de truta salmonada
Batata
Cenoura
Abobrinha
Algumas folhas de tominho
Pimentão verde
Pimentão vermelho
Pimentão amarelo
Algumas folhas de manjericão
Tomate cereja
Shimeji
Alcaparras – cuidado para não acrescer muito para não matar o gosto dos demais ingredientes, pode-se lavar levemente as alcaparras ou fundos de alcachofra fatiados para retirar o excesso de salmoura
10. Feche o papel manteiga formando um envelope ou papilote
11. Leve ao forno por 30minutos

Sirva imediatamente no próprio papilote temperando com mix de pimentas moídas na hora.

Ratatouille

11 dezembro, 2009

Por David Pragana

ratatouille

INGREDIENTES

6 zucchinis ou abobrinhas
6 berinjelas japonesas da mesma espessura da abobrinha
3 cenouras grandes
2 pimentões vermelhos
2 pimentões amarelos
5 tomates sem pele e sementes
4 cebolas de preferência roxa
4 dentes de alhos
1 maço de salsinha com cebolinha
500 ml de purê de tomate
Sal e pimenta

PREPARO

Fatie a abobrinha bem fina como no filme Ratatouille – não descasque e corte em rodelas. Reserve. Faça a mesma coisa com a berinjela (mas ela deve estar descascada). Reserve. A cenoura também deve ser fatiada bem fina. Depois de fatiado, em água fervendo com sal, cozinhe por uns 10 minutos até a cenoura ficar macia. O tomate deve ser picado em cubos bem pequenos. Depois pique em cubos pequeninos separe. Corte
as cebolas e pimentões. Pique o maço de Salsinha e cebolinha deixe-os separados.

Modo de preparo do molho: coloque o purê de tomate em um liquidificador e o mesmo volume de água. Adicione os outros dois pimentões – um amarelo e outro vermelho sem sementes, picados em pedaços, as outra duas cebolas cortadas e 4 dentes de alho. Bata tudo até ter todo o conteúdo do liquidificador ficar bem triturado.

Coloque em uma panela para ferver. Tempere com sal. Quando levantar fervura, adicione as cebolas cortadas em gomos separados, o pimentão picado e deixe ferver por mais uns 10 minutos, corrija com sal e pimenta. Desligue o fogo coloque metade da salsinha e outra metade da cebolinha picada.

Para montar o ratatouille: em um refratário cubra o fundo com o molho, faça uma camada de zucchini, coloque molho, uma camada de berinjela, molho e uma camada de cenoura. Quando terminar espalhe os tomates picados e comece outra sequência de  zucchini, berinjela, cenoura, não esquecendo de colocar molho entre as camadas. Tenha certeza que a última camada fique coberto de molho – calcule bem a utilização do molho, isso tudo pode variar em função do tamanho do refratário. Cubra com alumínio, coloque no forno aquecido em 200 graus por 40 minutos. Tire o alumínio experimente para ter certeza que o zucchini e a berinjela estão cozidas, se ainda estiver firme deixe mais 20 ou trinta minutos ate ficar cozido.

Tire e decore com o restante da salsinha e cebolinha picado.

Bom apetite, fica uma deliíia acompanhado com vinho tinto.

Você também pode fazer assim:

Testado e aprovado: restaurante Ritz

23 novembro, 2009

Por Isabelle Lindote

Depois de muito ler sobre a fama do Ritz, maridão e eu resolvemos ir visitar o restaurante da Alameda Franca para almoçar no último domingo (22/11). Chegando lá, de cara amei a porta giratória vermelha, um luxo!

Depois de entrarmos e colocarmos nossos nomes na fila de espera (que durou uns 10 minutos), ficamos sentados no bar, admirando a decoração com cara de bistrô europeu, com bancada de mármore, espelhos rebaixados e um mezzazino baixinho.

Já fomos sabendo que pediríamos hambúrgueres com dois acompanhamentos, mas as sugestões de pratos nos deixaram tentados, como o parmegiana de carne e a moqueca de camarão… o maridão acabou indo de Hamburguer de Gorgonzola, um clássico do lugar, com dois acompanhamentos: fritas e onion rings (R$ 28,10). O pão veio quentinho, a carne estava temperada no ponto e a pasta de gorgonzola satisfaz desde que quem gosta do queijo até quem é viciado. Mas o que conquistou o paladar do meu carioca foi a cebola, fininha e bem frita, foi certamente a parte mais apreciada do lanche.

Eu pedi o lanche mais tradicional: um Ritz Burguer acompanhado dos super recomendados bolinhos de arroz e fritas (R$ 32,30). Não é um lugar barato, mas essa delícia vale cada centavo. Um muitíssimo bem-feito hamburguer de carne (não identiquei o tipo nem encontrei essa especificação na internet – a casa está sem website), com queijo cheddar de qualidade (também é possível pedir o gorgonzola), alface, tomate e pancetta (uma espécie de bacon italiano).

Os bolinhos de arroz são realmente fantásticos, sequinhos e bem recheados, e as batatas estavam bem gostosas, sem nada de mais. Pedimos uma porção de maionese de ervas (que não foi cobrada na conta – que deu R$ 91) e um refrigerante cada, que caíram muito bem com os lanches. A maionese podia vir em um pote maior, mas o sabor é agradável, sem muito destaque também. Vale destacar que o catchup e a mostarda são Heinz, nada de marcas baratas, como as melhores hamburguerias fazem questão de ter.

Apesar do preço bem alto, o Ritz Burguer realmente vale a pena ser provado: carne no ponto, recheio saboroso, lanche que mata a fome e cabe na mão. Os garçons pareciam meio confusos com a casa pequena e cheia, mas foram atenciosos e a conta veio rápido, sem estresse. Antes de irmos embora, dividimos um Gatêau com sorvete de creme (R$ 15,60)… que se tornou a única ressalva do almoço. Um pedaço de bolo meio sem graça, de chocolate amargo e textura macia em cima, só que seco embaixo. O sorvete não identificamos qual era, mas o sabor não foi nada marcante. Na boa? Não vale tantos reais. Talvez era melhor ter pedido um cafezinho…

Ritz Jardins
Alameda Franca ,1088
Telefone: 11 3088-6808

Eu e o Jr. saboreamos nosso sanduíche na A Chapa. E Adoramos!

11 novembro, 2009

Por André Tomazela

Sabadão, 7 de novembro, cheguei na A Chapa da rua Melo Alves com o Jr. Nóbrega (@jr_nobrega) à noitinha. Na entrada já dava pra perceber tudo: lugar claro, limpo e cheiroso. Quando veio o Fit Burger, o lanche a que tínhamos direito, eu e Jr. achamos um pouco esquisito. Parecia um pé de alface, só que feito de acelga. Por dentro, folhas de alface, tomate, queijo, o esperado hambúrguer e molhinho tártaro. Pensei comigo: vou botar tempero nesse mato para ficar com gosto. Jr. fez o mesmo e salpicou até gotinhas de Tabasco. Esquisito, sim! Só se for em espanhol, que quer dizer delicioso!


O Fit Burger tinha um sabor marcante. Eu e Jr. devoramos o lanchão sem pão. Quando terminei, fiquei com gostinho de quero mais, mas saciado e, melhor, sem culpa. Pois hambúrguer sem pão significa calorias a menos, muito menos. Mas, foi por pouco tempo, pois ganhamos também a sobremesa, não é?


Bolo de cenoura com sorvete de coco. Ai, ai, ai… Nem preciso dizer que essa noite na A Chapa foi muito gostosa. Gente agradável, bom atendimento, paladar incrível e sobremesa estonteante. Cafezinho para arrematar, bem tirado, é claro! Se tinha alguma dúvida, esqueça! Não vai se arrepender.

A Chapa

4 novembro, 2009

Por Isabelle Lindote

Para uma carioca há poucos meses morando em Sampa, conhecer o A Chapa é ter o que contar quando for visitar o Rio e também me faz sentir mais integrada com a terra da garoa. Afinal,  a lanchonete é uma das mais antigas da capital e faz sucesso desde os anos 60. Com estacionamento a 8 reais por duas horas, a unidade da Rua Melo Alves é super bem localizada e tem visual antiguinho que me deixou feliz à primeira vista.

O cardápio, apesar de ser extenso e variado, é mal explicado e fez com que a Cláudia e eu tivéssemos que pedir mais informações para o garçom. De entrada, fomos de Country Wedges (R$ 11,30), uma deliciosa batata frita com casca que chegou à mesa quente e sequinha na medida. Achei que ia provar algo no estilo da batata rústica do Big X-Picanha, mas esse petisco superou e muito minhas expectativas! Pelo preço, vale muito a pena experimentar, serviu perfeitamente a duas pessoas e, até o momento, foi a melhor batata que comi em Sampa.

Na hora de pedir o lanche, eu já sabia o que comer graças à dica do blog Hamburguer Perfeito: o Cheese MonsterBurguer Bacon (R$ 20,60), um sanduba feito com pão integral quentinho, queijo prato, bacon e um hamburguer de fraldinha de 200 gramas.

A Cláudia não teve a mesma sorte e precisou perguntar detalhes do lanche que queria comer ao atendente. Ele não foi mal-educado nem foi amigão, estilo Outback, mas demonstrou estar meio de saco cheio de ter que falar sobre as opções da casa. Na hora em que pedimos uma sugestão, ele se limitou a apontar para o display de mesa, com visível má vontade. Ainda bem que ela acabou pedindo super bem e adorou o lanche: Cheese Calabresa Tártaro, uma combinação que agradou em cheio ao seu paladar exigente.

Meu lanche veio no ponto certo para ser devorado. Como fraldinha é minha carne preferida, o hamburguer não podia ser mais gostoso. E, para amenizar a culpa por tanta comida, ainda vem com redução de gordura. O pão estava quentinho, o queijo prato acompanhou muito bem e o bacon foi daqueles que dá vontade de levantar a placa de nota 10 e bater palmas no meio do salão – crocante, torradinho e sem um pingo de gordura sobrando. Ainda seguindo as dicas que li antes de ir ao A Chapa, pedimos uma porção de maionese da casa, que tem um sabor levemente picante de mostarda. Recomendo: nem foi preciso colocar ketchup (sim, cariocas adoram ketchup) para o sanduíche ficar ainda mais maravilhoso!

Para fechar a noite, a sobremesa escolhida foi o Oreo Sundae (R$ 8,00), uma deliciosa combinação de sorvete de creme, calda de chocolate e biscoitos Oreo cortados ao meio que vale cada centavo pago.

Minhas únicas ressalvas ao lugar são o fato da cozinha não ter um bom exaustor, o que me fez sair de lá com cheiro de comida no cabelo, e o calor, que quando a casa foi enchendo, piorou muito. O atendimento não foi dos piores, os lanches chegaram rápido à mesa e a conta também foi paga sem que fosse preciso esperar muito pela máquina de passar o cartão. Acho que seria bacana, em uma próxima vez, testar outra unidade, para ver se o nível dos lanches se mantém e se os problemas encontrados são menores.

A Chapa
Rua Melo Alves, 238

Pé de Manga: petiscos sem graça e fumaça a noite toda

2 novembro, 2009

Por Isabelle Lindote

Um barzinho que fica no fim de uma rua tranquila, com uma ampla área ao ar livre, ambiente rústico… um clima aparentemente perfeito para papear com os amigos ou mesmo curtir um drink a dois. Para aproveitarmos a vista das mangueiras centenárias e a iluminação diferenciada, nosso grupo resolveu ficar do lado de fora, que tem sombrinhas cobrindo as mesas de madeira.

De cara, pedimos um petisco que parecia muito saboroso: bolinhos à moda da casa (com carne moída) com recheio de cheddar – a porção com 8 unidades sai por R$ 17,00. Quase meia hora depois, sem sinal do nosso pedido, resolvemos reclamar e solicitar mais agilidade do garçom. Em menos de cinco minutos, a porção que apareceu foi essa aí abaixo: uma bolas pretas, queimadas, parecendo almôndegas, que por dentro estavam gelados.

Depois de chamarmos o gerente, pela primeira vez na noite, trouxeram outra porção. Desta vez, a cara estava boa e os bolinhos foram fritos decentemente, mas o sabor não foi lá dos melhores. Além disso, o cheddar prometido no cardápio não encheria nem o buraco de um dente. Com esperanças de encontrar uma porção que fizesse jus ao local e ao preço, tentamos os pastéis de carne seca com requeijão, também a R$ 17,00 e com oito unidades.


Não vou dizer que eles eram ruins, mas sou muito mais o pastel vendido na feira da Praça Benedito Calixto, aos sábados. No primeiro que comi, só senti o gosto do queijo, que não consegui identificar se era mesmo requeijão. No segundo encontrei a carne, mas nã estava temperada, ou seja, um petisco sem nenhum diferencial.

Ainda com fome, decidi partir para um sanduíche: o Tina Turner – hamburguer de picanha com queijo prato e vinagre, mas troquei este último item pelo molho rosê da casa (R$ 15,90). Apesar do pão ter chegado à mesa frio e nenhum pouco crocante, a carne atendeu ao que se espera em um lanche assim. A melhor surpresa foi o molho, que deu um toque especial ao sanduíche meio sem graça. As batatas fritas que acompanham o prato estavam na medida, sem excesso de gordura, mas sem surpresas também.

O maridão também investiu em um sanduba: foi de Madonna – filet de frango na chapa com cheddar no pão ciabatta e batatas chips (R$14,50). O frango estava no ponto, bem temperado, e o pão chegou à mesa bem macio e quentinho. Só o cheddar deixou a desejar, pois apesar de cremoso, não era de boa qualidade.

O resto do pessoal (Claudia, Tuca e Fugita) foi de mais uma porção: filet mignon aperitivo com molho barbecue e cebolas (R$ 25,50). Acompanhado de pão francês fatiado, o petisco foi considerado o melhor da noite. Condimentado, com molho saboroso e tamanho proporcional ao preço. Quem gosta de um choppinho, o do Pé de Manga foi aprovado e cada tulipa sai a R$ 4,30. Quem prefere um refrigerante ou um suco, vai gastar no mínimo R$ 3,90 por unidade.

No entanto, se a comida não chegou nem perto do que se espera de um lugar assim, pior foi o fato de que, durante toda a noite, ficamos envolvidos em uma nuvem de fumaça proveniente de diversas mesas ao nosso redor. Incomodados, perguntamos ao gerente se a lei antifumo permitia aquele tipo de comportamento. Ele prontamente nos disse que a Vigilância Sanitária havia liberado a “varanda” para o fumo e que a Época São Paulo tinha considerado o ambiente como o mais pacífico para a convivência entre fumantes e antitabagistas. Em minha humilde opinião, e na de todos que estavam na mesa, o cigarro incomodou e muito! Saí de casa com o cabelo molhado, crente que não teria mais problemas com cheio de nicotina, e voltei praticamente defumada.

Maridão e eu não pretendemos voltar lá: comida mais ou menos, conta cara e ambiente enfumaçado não rola para a gente. Mas se você fuma e quer um lugar tranquilo, amplo e reservado, o Pé de Manga é o lugar…

PS: Mulheres, cuidado com o banheiro! Fios desencapados estavam próximos à pia do toilete feminino no dia visitado.